Ando para trás na cadeira. Liberto-me à vontade das pernas. Absorvo-me para dentro e o mundo lá de fora escorre-me pela cintura. Cai-me que nem uma luva. Sem esforço, deponho-me à sua mercê. O dia há-de rasgar-se daqui e encher-se com o cheiro das marginais das viagens. Passa-me mesmo ao lado do braço esquerdo o sentir da tua marca. Acabei de te chamar meu amor, com o zumbido dos pássaros desta janela.

Imagem: Brian Gaberman
3 comentários:
Escreves cada vez melhor. Abraço
...se fosse possível ser levada pelas tuas palavras,podia ser que tb eu sentisse a brisa do amor...
tenho lido todos os dias o postal que me ofereceram, o conselho dado a amizade demonstrada..
preciso de braços a apertarem me.
Inventar me aqui...
:) :) ;)
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