Há aqueles dias em que os dias são somente dias. Nada além do tempo que surge em demasia. E porém é nestes dias que a mente se encarrega de encher dessas coisas que momentos normais não lhe dão crédito. Adio sempre para pensar o que realmente me assusta para amanhã, ou quem sabe para depois, porém hoje não deu para adiar. Recebi a minha carteira profissional, é mais uma coisa que parece um cartão Multibanco, no entanto esse bocadinho de plástico reveste-se de poderes inacreditáveis. Olhei para ela e tive a sensação de já não haver volta a dar, tinha uma profissão. Olhei para ela e vi um misto de felicidade e desespero. Sempre me ocupei em fazer o que queria, mas sempre me ficaram em mente as coisas que poderia estar a deixar pelo nada com a minha opção.
Então, agora tenho pegado neste bocadinho de plástico com o meu nome gravado vezes sem conta e ainda não fui capaz de o retirar da mesa-de-cabeceira. Volta e meia subo as escadas e lá está ele a olhar para mim. Decidi então sentar-me a seu lado e ter conversa séria. Perguntei-lhe vezes sem conta se era mesmo para mim que queria vir, se tinha consciência que eu podia falhar ou simplesmente me desiludir. Voltei a verificar se o nome era mesmo o meu, mas a minha fotografia não engana, sou eu estampada a cores. Expliquei assim que corria o risco de ter sido editada em vão. Deixei bem presente e claro, todos os meus receios, na esperança de ela (carteira profissional) me dar respostas. E encontrei-as, mas mudas. Ela não se manifestou, mas resolvi percorrer este percurso como qualquer outro da vida, também não há muito a fazer.
No entanto, fizemos um pacto – convidei-me a ver o que ela de melhor têm para me dar, em troca, prometi fazer o que melhor sei. Afinal ela ainda não é definitiva. A ver vamos se nos entendemos.
Então, agora tenho pegado neste bocadinho de plástico com o meu nome gravado vezes sem conta e ainda não fui capaz de o retirar da mesa-de-cabeceira. Volta e meia subo as escadas e lá está ele a olhar para mim. Decidi então sentar-me a seu lado e ter conversa séria. Perguntei-lhe vezes sem conta se era mesmo para mim que queria vir, se tinha consciência que eu podia falhar ou simplesmente me desiludir. Voltei a verificar se o nome era mesmo o meu, mas a minha fotografia não engana, sou eu estampada a cores. Expliquei assim que corria o risco de ter sido editada em vão. Deixei bem presente e claro, todos os meus receios, na esperança de ela (carteira profissional) me dar respostas. E encontrei-as, mas mudas. Ela não se manifestou, mas resolvi percorrer este percurso como qualquer outro da vida, também não há muito a fazer.
No entanto, fizemos um pacto – convidei-me a ver o que ela de melhor têm para me dar, em troca, prometi fazer o que melhor sei. Afinal ela ainda não é definitiva. A ver vamos se nos entendemos.


Imagem: retirada da internet
Foto By E.M...
Fotografia fonte:




Queria apenas agradecer pelos bons momentos que vocês fizeram que eu vivesse.

P.S- Ficam a faltar fotos mas vocês, Rodrigo, Rafa, Nuno, Catarina...e todos os outros sabem...que o até já é para vocês também...